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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Bem Hajam! Cores&Emoções

"BEM HAJAM! Cores & Emoções", não é, seguramente, mais uma exposição
de SAULO SILVEIRA! Esta é uma mostra carregada de sentimento,
carregada de interioridade, carregada de simbolismo, verdadeiro
atestado maior de uma maturidade criativa e plástica que já não
surpreende! Antes, confirma a maioridade estética do Artista que cria,
recria e desmonta os seus próprios conceitos e as suas próprias vias
de conhecimento e expressão. Esta, bem poderá ser chamada... a
Exposição! Porque não é mais uma. Porque é única. Porque é singular no
seu percurso solitário e silencioso e marca de forma indelével a
pintura contemporânea no nosso panorama cultural... Porque encerra, em
si, todo um caminho, toda uma carreira e todo o mistério do coração e
da alma do Pintor. Nela se reflecte a ansiedade e a insatisfação, a
intranquilidade e a perturbação do nunca verdadeiramente atingido.
Mas, nela vamos, também, encontrar o transfer dessas emoções, desses
sentimentos, dessas vibrações, que brotam da paleta, saltam das telas
e gritam ao nosso imaginário! É o Amor, a Alegria, a Felicidade de
Viver, em raivas contidas e cores incontidas, fortes, intempestivas,
impressivas, a tocar quem olha e a emocionar quem vê. Quem olha e quem
vê, ao fim e ao cabo, o mais profundo do Ser Homem e Artista que é
SAULO SILVEIRA.

Um brasileiro porque lá nasceu, adoptado português pelo coração,
cidadão do Mundo, pelas suas peregrinações em busca de uma vida
interior e de uma maneira de estar e de ser sem fronteiras e sem
barreiras. Bom, eloquente e grande no gesto, na visão larga das
origens, das raízes e da sua ancestralidade do outro lado de lá do
Atlântico, SAULO SILVEIRA, soube merecer e assimilar a nossa
lusitanidade da qual se orgulha e faz fé com militante convicção e
optimismo. Os seus quadros são disso mesmo vivo testemunho, palpitante
manifesto de reconhecimento, gratidão, generosidade e afectos. Os seus
afectos, as suas emoções, os seus sentidos, a sua dimensão de Homem
Solitário, mas Solidário, fazem-no percorrer a sensualidade dos corpos
e dos nus femininos, com calor tropical, com o mesmo à vontade com que
mimetiza a Festa de Toiros, na sua interpretação do esplendor
mediterrânico.

Esta nova exposição de SAULO SILVEIRA, que a Fundação SOUSA PEDRO, se
orgulha de apresentar em pleno Chiado, genuíno coração cultural,
histórico, boémio e tradicional da velha Lisboa, constitui um enorme,
um sentido, um reconhecido, um dedicado BEM HAJAM!

A Todos quantos ajudaram a construir e a consolidar a obra do autor! A
Todos quantos, de certo, ainda, ajudarão a consagrar
internacionalmente o trabalho deste que hoje aqui nos reúne. A nós
que, sem tibiezas ou falsos elogios, lhe agradecemos Tudo quanto nos
tem oferecido, nos tem doado, como dádiva maior da sua Amizade
Artística, para enriquecimento do nosso próprio Eu!

Vítor Escudero, da Academia Nacional de Belas-Artes e da Academia de
Letras e Artes (Portugal)


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